É a 3.ª em terras alentejanas. Depois de Borba, no distrito de Évora, e Campo Maior, em Portalegre, a Loja do Cidadão chega, pela primeira vez, ao maior distrito do país, o distrito de Beja, e a um dos maiores concelhos portugueses, com uma área superior a 1100 Km2. Se considerarmos que esta loja poderá servir também os concelhos de Moura e Barrancos e até uma parte do concelho de Mértola, a sua área de influência poderá ultrapassar os 3.000 km2 e servir mais de 35.000 pessoas. A Loja do Cidadão passa agora a estar presente em 17 Distritos do Continente (o distrito de Leiria é o único onde não existe, ainda, nenhuma Loja do Cidadão). A Loja do Cidadão de Serpa proporciona uma melhoria profunda do serviço local da Segurança Social, que nela foi integrado, e o alargamento dos serviços disponíveis naquele Concelho, graças à criação do balcão multisserviços. Num único balcão, os cidadãos encontram serviços de 8 entidades diferentes. Poderão, por exemplo, tratar de assuntos relacionados com a licença de condução, alterar a morada simultaneamente em várias entidades, tratar de assuntos com a ADSE ou a Caixa Geral de Aposentações ou solicitar informações à Direcção Geral do Consumidor. Estes novos serviços foram instalados junto do balcão de registos (do Instituto dos Registos e do Notariado) e da repartição de finanças, que aí já funcionavam, concentrando num único local os serviços públicos nucleares da Administração, um objectivo alcançado com um investimento reduzido que não ultrapassou os 200.000 €. Este era, há bem pouco tempo, um privilégio de grandes capitais de distrito: tratar, num único local, do cartão de cidadão ou do passaporte, alterar a morada ou renovar a licença de condução, tratar das formalidades relacionadas com a compra ou venda de uma casa ou de um automóvel, entregar a declaração de IRS, requerer o abono de família, pedir informações sobre a sua carreira contributiva ou criar uma empresa, entre muitos outros serviços. Mas esta segunda geração de Lojas do Cidadão – lançada em 2007 e já com 24 Lojas de segunda geração em funcionamento – não pretende apenas melhorar a qualidade do serviço, aproximando-o das populações. Pretende simultaneamente racionalizar a presença do Estado no território, concentrando serviços nucleares em edifícios públicos, eliminando redundâncias, reduzindo o número de arrendamentos – numa palavra: gerindo melhor os recursos do Estado. 18 das 24 Lojas do Cidadão de segunda geração inauguradas (23 das quais entre 2009 e 2012) foram instaladas em edifícios públicos dos Municípios ou da Administração central que se encontravam devolutos ou subaproveitados. Mercados municipais (como em Faro), edifícios municipais de grande importância e centralidade (como em Ponte da Barca, Campo Maior, Águeda ou S. João da Madeira), pavilhões multiusos (como sucedeu em Vimioso) ou Palácios da Justiça (como sucedeu em Murça e Resende e também em Amares, a próxima loja a abrir). Graças a esta opção, os custos com os edifícios destas 24 lojas representam três vezes menos que os custos das 8 Lojas de 1.ª geração. Instalámos o triplo das Lojas, mas estas representam apenas um terço dos custos. Foi também o que sucedeu em Serpa, graças à colaboração da autarquia, que cedeu gratuitamente o edifício. A viabilidade desta loja beneficiou também da prévia reorganização do espaço ocupado pelo Instituto dos Registos e do Notariado, que libertou o piso do edifício onde foi instalada a Loja, e da colaboração estreita dos serviços centrais e locais da Segurança Social, nomeadamente através da cedência de um trabalhador para o balcão multisserviços e da partilha da sua coordenadora local, que acumulará essas funções com a gestão da loja.