Combate à vespa velutina inclui plataforma eletrónica
SOS Vespa é o nome da plataforma eletrónica criada recentemente para vigiar e controlar a vespa velutina. A iniciativa foi apresentada juntamente com o Plano de Ação para a Vigilância e Controlo da Vespa Velutina em Portugal, na presença do Secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Miguel Neto e do Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Nuno Brito.
Esta ferramenta tecnológica é um meio para georreferenciar locais onde se encontra a espécie invasora com vista à posterior eliminação dos ninhos. A informação introduzida pelos apicultores ou cidadãos na plataforma é analisada e, de acordo com o resultado, é solicitada a intervenção do serviço de Proteção Civil Municipal para eliminação dos ninhos.

A plataforma subjacente ao registo das ocorrências foi adquirida pelo ICNF à empresa Landproject e está disponível para smartphones e ambiente web, permitindo a qualquer pessoa credenciada registar ocorrências de vespa em geoportal com consequente alarmística e notificação automática às entidades públicas na irradicação da vespa asiática em conformidade com o plano de ação.

Um dos concelhos do país afetados pela praga é Arcos de Valdevez, no Alto Minho, onde foi inicialmente detetada a presença desta espécie. De acordo com o Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Nuno Brito, estão previstas ações de formação sobre como usar a plataforma. 

Segundo um artigo publicado no Porto Canal, o Secretário de Estado da Alimentação, refere tratar-se de uma plataforma “muito didática, muito rápida, que permite acima de tudo a identificação da vespa velutina. O combate deve ser feito de uma forma específica, e esta plataforma vai ajudar nesse sentido", afirmou o responsável governamental.

O Plano de Ação para a Vigilância e Controlo da Vespa Velutina foi desenvolvido pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF, I.P.) e Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) com o contributo do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV, I.P.) tendo sido finalizado em articulação com as Comunidades Intermunicipais (CIM), Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente da Guarda Nacional Republicana (SEPNA/GNR) e Direções Regionais de Agricultura e Pescas (DRAP).

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