Grândola em Rede para a Inserção
O projecto EQUAL “Grândola em Rede para a Inserção”, pretende implementar um “Modelo de Articulação Informal” entre Escolas do concelho, Câmara Municipal de Grândola, Associação de Empresários do Alentejo Litoral, Associação de Desenvolvimento do Litoral Alentejano, tecido empresarial e Empreendimentos Turísticos emergentes no concelho de Grândola. A eficácia e continuidade deste modelo dependem do envolvimento destas entidades uma vez que este assenta em dois grandes campos de intervenção: inclusão de jovens no mercado de trabalho através da articulação entre empresas e instituições; e elaboração de uma Bolsa de Fornecedores.

Iniciativa: Grândola em Rede para a Inserção
Entidade: Câmara Municipal de Grândola (Entidade Interlocutora - Acção 1 e 2) e ADL -Associação de Desenvolvimento do Litoral Alentejano (Entidade Interlocutora Acção 3)
Entidades parceiras: Acção 1 e 2 - Escola Secundária de António Inácio da Cruz; ADL - Associação de Desenvolvimento do Litoral Alentejano; – Associação dos Empresários do Alentejo Litoral; INESLA – Instituto de Estudos Superiores do Litoral Alentejano; Acção 3 - Escola Secundária de António Inácio da Cruz; Câmara Municipal de Grândola; INDE - Organização Cooperativa para a Intercooperação e o Desenvolvimento, CRL; ADRAL - Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo, S.A.; AEAL – Associação dos Empresários do Alentejo Litoral; e A.M.L.A. -Associação dos Municípios do Litoral Alentejano
Destinatários/Beneficiários potenciais: Equipa do projecto; empresas associadas da AEAL; entidades parceiras (formais e informais); potenciais empresários/ investidores; parceiros transnacionais; jovens à procura do primeiro emprego; desempregados à procura de novo emprego; e alunos da Escola Secundária e Profissional
Categoria: Serviços ao Cidadão
Ponto de Situação:  Concluído. O projecto teve início no dia 1 de Dezembro de 2004 e terminou a 31 de Dezembro de 2008.
Site: www.grandolaemrede.com.pt e www.cm-grandola.pt


Com este projecto pretendem-se sedimentar as relações entre o sector empresarial local e as instituições que actuam sobre a intervenção social. O modelo visa a criação de uma cultura de cooperação entre as diferentes entidades e, sobretudo, do reconhecimento da sua utilidade e valor estratégico para o desenvolvimento sustentado da região. Para tal actuar-se-á em vários níveis, a saber:
  • Criação de uma rede de articulação entre essas empresas e instituições que permita servir de suporte à realização das várias actividades previstas no projecto;
  • Promoção do empreendedorismo individual, através da criação de condições para a criação do auto-emprego;
  • Garante de condições para apelo à responsabilidade social das empresas (quer nas iniciativas económicas a criar, quer nas actividades transnacionais previstas em que se prevê a criação de um produto que visa reflectir nesse domínio);
  • Articular a componente educativa/ formativa com a componente de inserção (seja no domínio da procura, seja no domínio da oferta).
Para tal, a rede de empresas apresenta-se como o elo estruturante das várias actividades previstas. Por um lado, criar-se-á uma comunicação estreita e sistémica entre o sector económico e o sector público, assim como com o chamado terceiro sector.

Para além de se tornar possível uma monitorização constante sobre oferta/ procura de emprego, também se contribuirá para uma maior sensibilização dos empresários para a actuação sobre grupos em situação de exclusão.

Por outro lado, o trabalho com as escolas visa não só sedimentar as relações com as empresas, como sensibilizar os jovens para a valorização do seu local de residência/ estudo e evitar o êxodo para zonas urbanas à procura de melhores condições de inserção no mercado de trabalho.

Como actuação transversal, prevê-se que o projecto contribua para a capacitação de empresas, instituições públicas e privadas sem fim lucrativo, técnicos e destinatários do projecto em três domínios considerados fundamentais: inovação, empowerment e igualdade de oportunidades.

Objectivos do Projecto
  • Impulsionar, sedimentar e potenciar a sustentabilidade de um trabalho em rede entre as empresas e as instituições sociais locais;
  • Definir e operacionalizar formas de apadrinhamento das empresas instaladas a outras iniciativas empresariais a criar no concelho;
  • Promover actividades conjuntas entre escolas, empresas e outras instituições, para potenciar uma maior articulação entre educação/ formação e inserção;
  • Fomentar condições para a criação e manutenção de 10 iniciativas de auto-emprego apoiadas por empresas locais;
  • Melhorar as competências dos técnicos e das organizações, no trabalho em parceria nacional e transnacional, nos vários domínios da IC EQUAL.
Recomendações
  • Procura de parceiros no território: a parceria deverá ser multifacetada, incluir representantes do Município, Escolas, entidades que fazem parte da Rede Social, Centro de Emprego (IEPP) e representantes da classe empresarial;
  • Diagnóstico do território: apoiar a estratégia na utilização dos pontos fortes e recursos endógenos do território;
  • Caracterização do tecido empresarial: envolver a classe empresarial desde a fase de diagnóstico territorial, clarificando à partida o mote da parceria em desenvolvimento;
  • Existência de pessoal técnico próximo da realidade empresarial: a relação com a classe empresarial será muito facilitada se existirem no seio da parceria técnicos que já mantenham com os (as) empresários (as) locais uma relação de proximidade;
  • Procura de novos parceiros: a estratégia do Modelo de Articulação Informal e seus objectivos devem ser permanentemente divulgados e actualizados.
Anexos 

Resultados

Guia do Empreendedor

Este guia pretende ser um instrumento de trabalho e consulta permanente para os empresários do Concelho de Grândola, dando pistas úteis sobre as diversas áreas de investimento estratégico para o território e perspectivas para o crescimento futuro.

Este documento, construído também, em formato dossier, será igualmente útil para outros aspectos da vida das empresas prestando informações, que serão periodicamente revistas e actualizadas, sobre as áreas vitais para a actividade empresarial que vão da constituição e licenciamento das empresas até aos sistemas de incentivo financeiro indispensáveis para o investimento empresarial.

Práticas e Procedimentos do Modelo de Articulação Informal

Este instrumento procura apresentar todas as etapas do processo de criação do Modelo de Articulação Informal: desde a consulta a empresários locais, à consolidação do trabalho em rede. O manual tem a seguinte estrutura: ideia inicial, a estratégia, o seu percurso e os resultados obtidos.

Narrativas de (In)Sucesso na criação do Auto-Emprego

O projecto Grândola em Rede para a inserção foi um dos seleccionados a nível Europeu, na vertente de criação de empresas e desenvolvimento local, para comparticipação pela Iniciativa Comunitária EQUAL.

Entre os seus objectivos destaca-se o fomentar condições para a criação e manutenção de 10 iniciativas de auto-emprego apoiadas por empresas locais.

O presente produto pretende descrever a metodologia levada a cabo para prosseguir este objectivo e os resultados obtidos através dela, através da análise de casos. Os sucessos e insucessos verificados e aqui descritos poderão contribuir para a delimitação de políticas públicas e para a reflexão e práticas das entidades que trabalham com públicos excluídos ou em risco de exclusão, que podem ser (re) inseridos no mercado de trabalho por esta via e que pretendem adoptar esta prática total ou parcialmente.

Ferramentas para a Integração Laboral e Economia Social

Este documento apresenta a experiência e os produtos desenvolvidos ao nível do EqualSET - nome do projecto transnacional. Equal refere-se à iniciativa comunitária que apoia o projecto, enquanto SET significa Social Economy Team (Equipa da Economia Social).

A equipa foi composta por parcerias de diferentes países:
  • Portugal (parceria do “Grândola em Rede para a Inserção”);
  • Espanha – ISE Jarama (Iniciativas Sócio –económicas de Jarama);
  • Itália - Te.Se.O (Terceiro Sector Ogilastra);
  • Hungria - Aktív Muhely (Workshop Activo).
Esta equipa identificou propósitos e valores comuns que podem ser resumidos nos seguintes pontos:
  • Integração profissional de grupos sociais em risco de exclusão;
  • Serviços integrados de emprego;
  • Colaboração de instituições públicas e privadas para os problemas específicos da exclusão social no mercado de trabalho;
  • Promoção da cultura de estabelecimento empresarial como alternativa aos empregos estáveis;
  • Procurar as melhores condições para a integração dos grupos em risco de exclusão social no mercado de trabalho;
  • Estar em harmonia com o ambiente;
  • Criação de um fio condutor dos resultados obtidos a nível privado/público.
O EqualSET visou pesquisar as possibilidades existentes para a criação de empresas de economia social nos diferentes países que compõem a equipa e elaborar um itinerário para a integração dos grupos alvo no mercado de trabalho, isto é, de todas as pessoas em risco de exclusão dos países envolvidos. Esta foi uma oportunidade para os diferentes parceiros fazerem pesquisa conjunta em situações específicas, alertando-os para a complexidade no sector, fazendo-os partilhar as realidades e experiências nacionais.

Ponto de Contacto

Otília Mesquita
DASCE - Acção Social
Câmara Municipal de Grândola
Tel.: (+351) 269 448 035
redesocial@cm-grandola.pt

Tânia Pereira
Gabinete de Apoio ao Empresário
Câmara Municipal de Grândola
Tel.: (+351) 269 750 258
gae@cm-grandola.pt

Raquel Hilário
ADL-Associação de Desenvolvimento do Litoral Alentejano
Tel.: (+351) 269 827 233
adl.alentejano@mail.telepac.pt


 Última Actualização: segunda-feira, 26 de Julho de 2010