SAGe - Sistema de Apoio à Gestão do IH
O SAGe é a plataforma informática de apoio à gestão administrativa e financeira do Instituto Hidrográfico (IH), tratando-se de uma solução integrada que abrange todas as necessidades funcionais nas áreas de actuação da Direcção Financeira e da Gestão de Pessoal.

Iniciativa: SAGe - Sistema de Apoio à Gestão do IH
Entidade: Instituto Hidrográfico (IH)
Destinatários/Beneficiários potenciais: Quatro áreas funcionais do IH: Contabilidade e Gestão Financeira, Património e Aprovisionamento, Recursos Humanos e Controlo de Gestão
Categoria: Modernização Administrativa


A mudança para a plataforma SAGe, entre finais de 2002 e 2004, surge como consequência das novas necessidades de gestão do IH, decorrentes da escassez de recursos, e da evolução tecnológica e legislativa, uma vez que o anterior sistema – WANG – apesar da sua qualidade conceptual, apresentava já insuficiências graves, designadamente:
  • Obsolescência do sistema físico e respectivas aplicações e dificuldades crescentes de manutenção;
  • Informação apresentada em ambiente e forma pouco amigáveis;
  • Acentuada perda de fiabilidade, decorrente dos processos de conversão para o ano 200 e euro;
  • Inviabilização do acto único na introdução dos dados, compelindo a um envolvimento acrescido do esforço humano;
  • Impossibilidade da implementação do POC-P;
  • Dificuldade na obtenção de informação em tempo útil, devido ao esforço exigido na sua validação.
Assim, foram identificados os seguintes objectivos essenciais a alcançar com a nova solução informática:
  • Maior fiabilidade da informação e a sua disponibilização em tempo útil;
  • Redução dos recursos humanos afectos às áreas administrativas e financeira;
  • Reformulação e racionalização dos processos de trabalho;
  • Adequação à legislação e aos procedimentos da administração pública portuguesa e, em particular, à arquitectura organizacional do IH.
O SAGe constitui-se como a base da generalidade dos processos de trabalho das áreas administrativa e financeira e de gestão de pessoal, dando resposta às diversas responsabilidades do IH para com o exterior, quer em termos fiscais e de prestação de contas, quer no tocante à disponibilização de informação diversa.

A nível interno, o SAGe possibilita a disponibilização da informação, em tempo real, aos diversos utilizadores, com especial enfoque na área do controlo de gestão, proporcionando a possibilidade de elaborar orçamentos, imputar custos (recursos humanos e equipamentos), visualizar os custos reais e obter desvios. Permite também o acompanhamento da execução orçamental e dos processos de aquisição em curso (acesso sectorial à informação).

A solução implementada engloba quatro grandes áreas funcionais, nomeadamente Contabilidade e Gestão Financeira, Património e Aprovisionamento, Recursos Humanos e Controlo de Gestão, totalmente articuladas entre si, adoptando o sistema de dado único. Cada uma destas áreas comporta todas as funcionalidades exigidas externamente, legalmente e em termos de prestação de contas, bem como aos requisitos internos de funcionamento e gestão do Instituto Hidrográfico.

Na gestão do projecto utilizou-se a metodologia RUP, suportada pelo gerador de sistemas da Quidgest, Génio. Destacam-se as seguintes características do RUP presentes no desenvolvimento do SAGe:
  • Os módulos do sistema foram desenvolvidos interactivamente;
  • Foi assegurada a gestão das especificações e sua incorporação na plataforma Génio, garantindo a sua actualização futura;
  • Todas as alterações de todos os módulos do software foram controladas e objecto de procedimentos de verificação da Qualidade.
Anexos

SAGe – Sistema de Apoio à Gestão do Instituto Hidrográfico - Hidromar (Boletim do Instituto Hidrográfico), N.º 87, II Série, Jan/Fev 2005, Páginas 7 e 8 (pdf, 3,66 MB)

Resultados
  • Maior fiabilidade e coerência da informação;
  • Reformulação e racionalização dos processos de trabalho, com aumento da produtividade e diminuição do tempo de resposta às solicitações internas e externas;
  • Apoio à decisão desconcentrada em tempo real;
  • Integração dinâmica de novas funcionalidades, procedimentos e avanços tecnológicos, sem colocar em causa o funcionamento global do sistema;
  • Adequação à legislação;
  • Adequação ao uso;
  • Receptividade dos utilizadores pela facilidade de adaptação e aprendizagem. 
Ponto de Contacto
 
Comandante Veloso da Veiga 
IH

 Fonte: Deloitte, “Boas Práticas no Sector Público”, 3ª edição, 2005