Modernização dos Serviços Eletrónicos da Justiça
Com este projeto, o IGFEJ planeou implementar um conjunto de melhorias às infraestruturas de suporte aos serviços TIC prestados aos Organismos do Ministério da Justiça e consequentemente aos Cidadãos e Empresas. 
Título 
Modernização dos Serviços Eletrónicos da Justiça 

Entidade 
Ministério da Justiça - IGFEJ, I.P. 

Destinatários/Beneficiários potenciais 
Todos os Organismos do Ministério da Justiça beneficiaram direta ou indiretamente com este projeto, com impactos positivos nos serviços prestados aos Cidadãos e Empresas.

Ponto de Situação 
O projeto foi concluído com sucesso. 

Taxionomia 
Melhoria diversas às infra-estruturas de TIC: evolução da rede de comunicações, upgrades às funcionalidades dos postos de trabalho, consolidação de sistemas centrais e expansão da plataforma de monitorização. 

 Descrição breve

Com este projeto, o IGFEJ planeou implementar um conjunto de melhorias às infraestruturas de suporte aos serviços TIC prestados aos Organismos do Ministério da Justiça e consequentemente aos Cidadãos e Empresas.
Estas melhorias articulam-se por 3 eixos:

• Reestruturação e evolução da Rede de Comunicações da Justiça, então limitada na sua capacidade de expansão.
• Recapacitar os postos de trabalho e sistemas centrais, adaptando-os a novos produtos e sistemas, melhorando o desempenho, disponibilizando novas funcionalidades e serviços e centralizando infraestruturas.
• Expansão da plataforma de monitorização de sistemas, alargando a sua cobertura aos novos serviços instalados.

Descrição pormenorizada
De acordo com os objetivos e estratégias da política nacional, descritos nas Grandes Opções do Plano 2010-2013 e enquadradas com as medidas do Plano de Ação Sectorial para a Justiça, o IGFEJ planeou um conjunto de ações posteriores à fase de inovação e expansão dos serviços prestados ao cidadão e empresas, para reestruturar, recapacitar e consolidar as infra-estruturas de comunicações, sistemas centrais e pessoais, bem como expandir os sistemas de gestão e monitorização, de forma a garantir a melhoria contínua da qualidade do serviço prestado, articuladas sobre três eixos de intervenção:

  • Reestruturação e evolução da Rede de Comunicações da Justiça, então limitada na sua capacidade de expansão, para um novo patamar de exigência e serviço, implementando uma rede de Nova Geração. As comunicações estabelecidas pela RCJ são utilizadas quer no âmbito administrativo da Justiça quer no âmbito funcional das atribuições de cada organismo, designadamente, na prestação de serviços on-line aos cidadãos, prestando serviços sobre IP (dados, fax, voz e vídeo) a mais de 26.000 utilizadores e em quase 800 locais. Recorrendo às novas tecnologias de comunicações e em especial à fibra-óptica pretendeu-se que a RCJ fosse capaz de suportar os requisitos dos sistemas já implementados, bem como responder adequadamente às exigências dos sistemas em desenvolvimento, possuindo características que permitam o aumento célere de largura de banda e qualidade de serviço sem esquecer a segurança e robustez. 
  • Recapacitar os postos de trabalho e sistemas centrais, adaptando os primeiros aos novos produtos e sistemas, assegurando condições de desempenho e disponibilizando novas funcionalidades e serviços que promovam a sua integração, gestão centralizada e acesso a serviços partilhados de forma a garantir a melhoria contínua no atendimento e resolução dos processos e consequente melhoria na qualidade do serviço prestado ao cidadão e empresas. Na vertente de sistemas centrais, efetuou-se a centralização das infraestruturas Oracle e consolidação de contratos, racionalizando nas vertentes técnica e financeira estas infraestruturas e obtendo um maior grau de uniformização das soluções e de procedimentos de gestão e de operação, o que se reflete numa melhor fiabilidade dos serviços que delas dependem, criando condições para expandir as tecnologias de virtualização, facilitar a evolução tecnológica e a execução de novos projetos, reduzindo ainda em simultâneo o esforço de operação das equipas técnicas.
A Expansão da plataforma de monitorização de sistemas, alargando o seu âmbito e área de implementação, dando resposta ao aumento verificado no número e complexidade dos novos serviços instalados nos últimos anos, que multiplicaram os sistemas de informação, serviços e equipamentos e muito principalmente as interdependências entre as várias componentes que integram as infraestruturas de suporte aos serviços. A expansão desta plataforma, veio possibilitar a gestão e monitorização em tempo real, criando condições necessárias à gestão dos níveis de serviço de disponibilidade, desempenho e capacidade na ótica do serviço e na ótica do cidadão, suportados na implementação de procedimentos proactivos de operação. 

Resultados
Reestruturação da Rede de Comunicações da Justiça:
 • Levantamento dos requisitos de Largura de Banda dos diversos sites e identificação os sites críticos, permitindo uma gestão criteriosa das necessidades.
 • Aumento do desempenho, através do acréscimo de capacidade global da rede em cerca de 30%.
 • Incremento da robustez, pela substituição da infraestrutura em cobre de muitos circuitos por infraestrutura em fibra ótica. • Implementação de mecanismos de gestão de tráfego, com prioridade às aplicações críticas e a consequente melhoria dos tempos de resposta das transações.
 • Monitorização da rede e tratamento de alarmística associada, permitindo efectuar a gestão de capacidade e disponibilidade.
 • Configuração de mecanismos de segurança por VPN, garantindo o isolamento do tráfego por entidade.
 • Homogeneização das soluções técnicas em utilização, que permitiram a uniformização dos procedimentos de gestão da rede, com o aumento da eficácia e eficiência operacional.
• Integração a nível da ferramenta de gestão de serviços do IGFEJ, de procedimentos de tratamento e resolução das falhas e anomalias, assim como procedimentos de tratamento e resolução proactiva de falhas na capacidade, permitindo uma resolução célere.

Recapacitação dos postos de trabalho e Sistemas Centrais da Justiça:

• Definição de funcionalidades, produtos e serviços a disponibilizar a nível dos postos de trabalho e requisitos de compatibilidade de produtos, para suportar a operacionalidade e integração na AD Justiça, com suporte dos mecanismos de autenticação, segurança e gestão centralizada e acesso à plataforma de email Exchange comum do Ministério da Justiça.
• Planeamento em acordo com os Oragnismos do Ministério, de planos de deployment de upgrades de SO nos postos de trabalho e acesso à plataforma Exchange de correio electrónico e serviços associados, como Agenda e comunicação profissional por mensagem instantânea e conferência de voz e imagem.
• Na vertente de sistemas centrais, foi feita a consolidação das infraestruturas Oracle, permitindo ao Ministério da Justiça beneficiar de condições para realização dos upgrades previstos para os sistemas centrais, realizadas à medida que as aplicações vão sendo adaptadas para o efeito e com benefícios resultantes da gestão, operação e monitorização centralizada, expandindo as tecnologias de virtualização e incrementando a fiabilidade, tendo também sido obtida uma redução considerável dos custos associados ao licenciamento, atingindo 4,5M€ a 5 anos, face à situação então existente.
• Integração da equipa de operação de bases de dados, com a função Service Desk do IGFEJ e respetiva ferramenta.

Expansão da plataforma de monitorização de serviços

• Plataforma de monitorização implementada no Datacenter, abrangendo atualmente a quase totalidade dos serviços e com tratamento de eventos em tempo real.
• Foram configuradas atualmente na plataforma de monitorização cerca de 300 “linhas de negócio”, abrangendo cerca de 1000 servidores associados aos serviços prestados aos diversos Organismos do Ministério.
 • Identificação e parametrização sobre a plataforma, das interdependências entre os múltiplos componentes que integram os sistemas, criando uma visão agregada e estruturada por “linha de negócio”, permitindo a realização de análises de impacto e o planeamento proactivo de respostas.
• Identificação dos pontos críticos de falha e estrangulamento, de forma a adoptar as melhores soluções para a melhoria da fiabilidade e desempenho. • Realizado o alinhamento da monitorização de acordo com as boas práticas ITIL, abrangendo a disponibilidade, capacidade e níveis de desempenho dos serviços, permitindo a manutenção dos níveis de serviço adequados à prestação dos serviços aos Organismos do Ministério.
• Integração da equipa que opera a plataforma, participando nos processos de gestão de alterações, configurações, incidentes e pedidos, de acordo com as boas práticas ITIL, de forma articulada com a utilização com a ferramenta de Service Desk do IGFEJ.
• Gestão eficiente da equipa de operação da plataforma, permitindo que um número mais reduzido de pessoas possa planear e efetuar maior número de intervenções. • Implementada a gestão centralizada dos serviços sobre os postos de trabalho migrados para a AD Justiça.