Desmaterialização do Processo Clínico Físico
Este projecto consiste na transição do processo clínico em suporte papel para o formato eletrónico (PCE). Este surge da necessidade de estruturar e tornar acessível a informação clínica produzida, acompanhando o desenvolvimento das tecnologias informáticas existentes e consiste no registo constante de dados num sistema informático partilhado pelos vários profissionais de saúde.

Título
Desmaterialização do Processo Clínico Físico

Entidade
Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, EPE – Serviço Gestão Doentes HSFX

Entidades parceiras
SPMS

Destinatários/Beneficiários potenciais
Todos os intervenientes: Médicos, Administrativos, Enfermeiros e Doentes.

Ponto de Situação
Iniciativa dividida em 3 fases:
1ª Fase 2014 Concluída
2ª Fase 2015 Em execução
3ª Fase 2016

Custos envolvidos
Identificação dos custos associados à concepção, desenvolvimento e implementação da Iniciativa.

Taxionomia
Toda a área Clínica e Administrativa.

Descrição breve
Todo o suporte da assistência foi ao longo do tempo em papel mas as tecnologias atuais permitiram desenvolver o PCE. Iniciativa que teve a colaboração das Direcções Médicas no sentido de junto dos clínicos demonstrar a mais-valia de deixar de haver registos em papel. Tem sido implementada faseadamente com resultados satisfatórios, o grau de adesão tem sido positivo.

Descrição pormenorizada
Este projecto consiste na transição do processo clínico em suporte papel para o formato eletrónico (PCE). Este surge da necessidade de estruturar e tornar acessível a informação clínica produzida, acompanhando o desenvolvimento das tecnologias informáticas existentes e consiste no registo constante de dados num sistema informático partilhado pelos vários profissionais de saúde.

Principais vantagens:

  • Maior facilidade e rapidez no acesso à informação
  • Melhor protecção da informação
  • Eliminação da recolha de dados redundante
  • Poupança de tempo e recursos
  • Maior acessibilidade da informação clinica

Dificuldades encontradas:

  • Relutância em escrever no computador
  • Frequência elevada de erros na aplicação e tempos de resposta medíocres
  • Computadores/terminais em número reduzido
  • Formação técnica insuficiente
  • Receio da perda da informação

De forma a contornar as várias dificuldades encontradas, houve um aumento dos terminais em simultâneo com uma melhoria dos servidores. Foi criada uma equipa de proximidade com o objectivo de incentivar os profissionais de saúde a efectuarem o registo informático mas também no apoio às dificuldades encontradas pelos mesmos. Progressivamente a confiança foi-se instalando.

Tecnologia
A aplicação utilizada neste projecto é o Sclínico, que permite a importação de dados de outras aplicações, dada a multiplicidade e transversalidade de actos médicos prestados aos utentes nas várias áreas da instituição.

Recomendações

  • Computadores/terminais em número adequado.
  • Aplicações que se adaptem aos profissionais de saúde, reduzindo dessa forma a dependência do processo em papel, facilitando a transição.
  • Formação técnica adequada e contínua.
  • Estruturas informáticas (Servidores) capazes de suportar as várias aplicações em simultâneo, reduzindo os bloqueios e os tempos de acesso à informação.

Ponto de Contacto
Tiago Neves – Coordenador do Arquivo Clínico do HSFX
Dr. António Carvalho – Director Médico do HSFX
Dra. Isabel Cabral – Administradora Hospitalar do SGD do CHLO – icabral@chlo.min-saude.pt
Dª Isabel Tomás - Coordenadora Técnica do SGD do HSFX
João Velho – Assistente Técnico

Resultados
Apesar do projecto ainda não estar concluído na íntegra, já existem resultados positivos:
Serviço de Urgência totalmente informatizado
Serviço de Imagiologia e laboratório totalmente informatizados
Serviço de Consulta Externa com uma taxa de desmaterialização a rondar os 60%
Redução de Recursos Humanos associados ao Arquivo Clínico

Última atualização: 19-10-2015